17.11.17

Não sei se sorria

Hoje perguntaram-me se o Virgílio era o Vergílio (Ferreira) e quem era o Ésquilo... e por que motivo os Futuristas se chamavam futuristas e faziam a apologia do Momento (do Presente), sem esquecer essa maldita ideia de que «a guerra é a única higiene do mundo»...
Isto da referência é uma chatice - Virgílio, autor da Eneida, modelo para o Camões épico? A referência é tão ou mais assustadora que a robótica, essas máquinas infernais devoradoras de empregos... bem mais perfeitas do que o próprio homem... Ah, ser completo como uma máquina! 
Esmagados pela inteligência artificial, sem querer entender a raiz humana dessa inteligência, parecemos os escudeiros, os almocreves ou portageiros de outros tempos, incapazes de compreender que, afinal, os maiores derrotados foram os cavalos e não os burros - estes espreitam ironicamente  pela janela o repasto dos porcos humanoides.
Talvez, aqui e ali, ainda  haja alguma coerência - S. Paulo bem dizia aos Coríntios que o seu mister não era batizar mas evangelizar... Não sei se o evangelista teve sucesso... no meu caso, a inutilidade das minhas palavras está garantida, mesmo que esta não passe de um desafio ao Útil...